Porque é que o método de valorização importa
Quando os preços mudam, unidades compradas em momentos diferentes custam valores diferentes. O método de valorização decide quais desses custos vão para o que vendeu e quais ficam nas existências. Essa escolha mexe no lucro apresentado e no imposto a pagar.
No IFRS, a IAS 2, Inventories define as regras para medir as existências. As empresas dos EUA seguem o US GAAP e as orientações do IRS, que ainda permitem o LIFO em alguns casos.
Os três métodos, lado a lado
- FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair): as unidades mais antigas são tratadas como vendidas primeiro, por isso as existências que restam ficam aos preços mais recentes.
- LIFO (último a entrar, primeiro a sair): as unidades mais recentes são tratadas como vendidas primeiro, por isso as existências restantes ficam a preços mais antigos. O LIFO não é permitido no IFRS.
- Média ponderada: todas as unidades partilham um custo médio, calculado pelo custo total a dividir pelo total de unidades.
Quando os preços sobem, o FIFO costuma mostrar um lucro mais alto e existências finais mais altas, enquanto o LIFO mostra um lucro mais baixo. A média ponderada fica no meio.
Como usar a calculadora
Introduza o nome do artigo e escolha a moeda e o método de valorização. Acrescente cada compra com a data, a quantidade e o custo unitário; pode editar ou remover uma compra a qualquer momento. Depois indique quantas unidades vendeu.
A calculadora mostra o valor das existências finais, o custo das mercadorias vendidas e, na média ponderada, o custo médio por unidade. Tenha em conta que as contas de fim de ano podem também exigir que reduza o valor das existências se só puderem ser vendidas por menos do que custaram.